Torrontés riojano, a cepa blanca argentina

Uma cepa de variedade crioula e original da qual nasce um vinho que vem pisando forte no mercado internacional e conquista, cada vez mais, as mesas locais.

Paisagens encantadoras e excelentes vinhos conformam uma das grandes combinações que a Argentina oferece aos viageiros do mundo. É muito conhecida a Rota do Vinho em Mendoza, os vinhedos do Cuyo, o cheiro de certas uvas maduras. E quem pensa em vinhos argentinos, pensa logo no Malbec. No entanto, há muitos anos nesta parte do mundo, outra uva, uma cepa branca crioula e original, vem pisando forte ganhando importância: trata-se do torrontés riojano, que já recebeu vários prêmios internacionais. “São vinhos muito aromáticos e, na gama do branco, é uma cepa emblemática da Argentina”, comentam desde o Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV).

A origem
Existem muitas pesquisas que tratam a questão da origem das diferentes uvas. No caso do torrontés, as últimas investigações (que incluem provas de DNA) coincidem em afirmar que se trata de uma combinação da cepa negra crioula (criolla) com a moscatel de Alexandria (também chamada “uva da Itália”). O que foi que provocou este “encontro” entre brancas e negras? Os jesuítas estiveram muito implicados neste cruzamento. As videiras da variedade crioula foram cultivadas na Argentina desde o século XVI, trazidas pelos colonos espanhóis. A moscatel, no entanto, chegou dois séculos depois, introduzida pelos jesuítas, que estavam muito interessados nesta variedade. O torrontés teria nascido deste encontro natural em algum dos solares onde trabalhavam os religiosos.

Do que estamos falando quando falamos do Torrontés? A seguir, algumas dicas para que você possa identificar este vinho em seu percurso pelas rotas argentinas:

– O nome: “torrontés” começou a ser utilizado na vitivinicultura argentina em meados do século XIX. Segundo Wines of Argentina, o registro mais antigo corresponde ao estudo de Damián Hudson na década de 1860

– Perfumes: se caracteriza por um aroma intenso e por tintes de frutas tropicais e de flores brancas como a laranjeira, a tília e o jacinto. Também, de coníferas, de rosa, e de seda.

– Variantes: das três variantes de torrontés que podem ser encontradas na Argentina: mendocino (próprio da província de Mendoza), sanjuanino (próprio da província de San Juan) e riojano (próprio da província de La Rioja), a que mais se destaca é a riojana, pois é a única uva crioula que teve sua origem na América. Além de seu alto valor enológico, vem conquistando reconhecimento no mercado e ganhando muita importância no âmbito comercial, e hoje constitui a segunda exportação em matéria de vinhos brancos da Argentina.

– A festa: desde 2009, realiza-se anualmente no Chilecito, a segunda cidade mais importante da província de La Rioja, o Festival Nacional do Torrontés Riojano. O encontro em homenagem à cepa branca característica da região se organiza no mês de novembro, um momento ideal para conhecer o lugar pois ainda não chega o calor intenso do verão. Além do turismo enológico, no Chilecito é possível apreciar paisagens únicas e as testemunhas de sua história cultural, que se remonta à época da colônia, pois foi fundada em 1715 em pleno auge da mineração.

Dicas:
• Recomenda-se consumi-lo rapidamente, a um ou dois anos de sua elaboração, pois sendo um vinho tão perfumado, apresenta um envelhecimento acelerado.
• Como todo bom vinho branco, é ideal para acompanhar peixes e mariscos, mas o torrontés riojano também combina perfeitamente com as comidas picantes do Norte da Argentina.
• Os especialistas também sugerem toma-lo como aperitivo antes de uma comida.

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