Os Vales Calchaquíes saltenhos

Os vales do pimentão

Em Salta, a intensa vermelhidão dos pimentões secando ao sol, junto à Ruta 40, antecipa o sabor -único e irresistível- das empanadas, boa companhia para os vinhos característicos dos territórios calchaquíes.

No norte do país, e nas redondezas de Cafayate, Angastaco, Molinos e Cachi, vão aparecendo os campos cobertos de pimentão. A aridez do solo e a luz do sol são condições ideais para o cultivo, e dois fatores que contribuem para criar uma tonalidade homogênea, muito bem avaliada no mercado. Pela mítica Ruta 40, no trecho que que atravessa os Vales Calchaquíes, pertencentes à província de Salta, o vermelho intenso que predomina nas montanhas multicoloridas compete com a cordos pimentões, colocados à beira do caminho para secar. Começa assim a produção do pimentão, um tempero essencial para a elaboração de muitas das delícias da gastronomia local.

O recheio das empanadas saltenhas, um pouco menores que as de outras províncias, tem um segredo: o gosto picante, dado pelo pimentão, sempre diluído em uma colher de óleo antes de ser incorporado. A humita en chala – enrolada na palha do milho-, o picante de panza, o guaschalocro, o locro e os tamales, apresentam também esse toque vermelho, indispensável nas receitas. É um dos tesouros que os conquistadores espanhóis descobriram na América e difundiram no mundo.

Maio: o mês do encontro

Maio é o mês do pimentão- quando termina a colheita manual iniciada em março-, e marca o início do grande espetáculo das enormes extensões acarpetadas com pimentões ao sol, uma técnica transmitida de uma geração à outra. Depois, será a vez dos processos de moenda e embalagem. Esta modalidade, quase artesanal, é cada vez mais apreciada, por apresentar um impacto ecológico reduzido.

O “Red Tour” ou “Pimiento Tour” foi ganhando espaço na oferta turística saltenha. É impossível não se entusiasmar com essas paisagens naturais, integrada também pela presença de homens e mulheres com o fruto de seu trabalho, irresistíveis para as câmaras fotográficas. Além disso, é possível participar da colheita, junto aos produtores locais.

A volta aos Vales Calchaquíes

Epicentro dos serviços da região, Cafayate é muito conhecido pelos seus vinhedos de altura e pelas adegas tradicionais ou novas, que produzem excelentes vinhos. O Torrontés, cepa emblemática do lugar, é especialmente recomendável. O Museu da Videira e do Vinho é uma das visitas a serem consideradas, como também o Museu Arqueológico e o Passeio dos Artesãos.

Ao passar por Angastaco, recomenda-se fazer uma parada para provar algum dos vinhos “pateros”, isto é, elaborado com uvas pisadas com os pés. Tem um sabor adocicado e são também embriagadores, pela quantidade importante de álcool. Nas redondezas, os trechos do Ventisquero e da Quebrada das Flechas apresentam paisagens de aparência lunar, trabalhados pela natureza.

Em Molinos, o rio Calchaquí é um excelente balneário natural para os dias de altas temperaturas. A igreja do povo é muito rica em imagens. O criadouro de vicunhas da Associação de Artesãos e produtores de Molinos chama a atenção de viageiros de todas as idades, crianças e adultos.

As casinhas de adobe pintadas de branco e com grades de ferro forjado nas janelas são próprias de Cachi. As montanhas que o envolvem, de mais de 5.000 metros de altitude, ideais para o montanhismo. Os confessionários feitos de madeira porosa do cardón incitam a realização de um percurso pela igreja local.

Sabores e caminhos para desfrutar com todos os sentidos.

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